História
As grandes metrópoles do período colonial: Portugal, Espanha, Inglaterra, França, etc; subjugaram nações africanas, fazendo dos negros mercadorias, objetos sem direitos ou alma.
Os negros africanos foram levados a diversas colônias espalhadas principalmente nas Américas e em plantações no Sul de Portugal e em serviços de casa na Inglaterra e França.
Os traficantes coloniais utilizavam-se de diversas técnicas para poder arrematar os negros:
Chegavam de assalto e prendiam os mais jovens e mais fortes da tribo, que viviam principalmente no litoral Oeste, no Centro-oeste, Nordeste e Sul da África.
Trocavam por mercadoria: espelhos, facas, bebidas, etc. Os cativos de uma tribo que fora vencida em guerras tribais ou corrompiam os chefes da tribo financiando as guerras e fazendo dos vencidos escravos.
No Brasil os escravos negros chegavam por Recife e Salvador, nos séculos XVI e XVII, e no Rio de Janeiro, no século XVIII.
Os primeiros grupos que vieram para essas regiões foram os bantos; cabindos; sudaneses; iorubás; geges; hauçá; minas e malês.
A valorização do tráfico negreiro, fonte da riqueza colonial, custou muito caro; em quatro séculos, do XV ao XIX, a África perdeu, entre escravizados e mortos 65 a 75 milhões de pessoas, e estas constituiam uma parte selecionada da população.
Arrancados de sua terra de origem, uma vida amarga e penosa esperava esses homens e mulheres na colônia: trabalho de sol a sol nas grandes fazendas de açúcar. Tanto esforço, que um africano aqui chegado durava, em média, de sete a dez anos! Em troca de seu trabalho os negros recebiam três "pês": Pau, Pano e Pão. E reagiam a tantos tormentos suicidando-se, evitando a reprodução, assassinando feitores, capitães-do-mato e proprietários. Em seus cultos, os escravos resistiam, simbolicamente, à dominação. A "macumba" era, e ainda é, um ritual de liberdade, protesto, reação à opressão. As rezas, batucadas, danças e cantos eram maneiras de aliviar a asfixia da escravidão. A resistência também acontecia na fuga das fazendas e na formação dos quilombos, onde os negros tentaram reconstituir sua vida africana. Um dos maiores quilombos foi o Quilombo dos Palmares onde reinou Ganga Zumba ao lado de seu guerreiro Zumbi (protegido de Ogum).
Os negros que se adaptavam mais facilmente à nova situação recebiam tarefas mais especializadas, reprodutores, caldeireiro, carpinteiros, tocheiros, trabalhador na casa grande (escravos domésticos) e outros, ganharam alforria pelos seus senhores ou pelas leis do Sexagenário, do Ventre livre e, enfim, pela Lei Áurea.
A Legião de espíritos chamados "Pretos-Velhos" foi formada no Brasil, devido a esse torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África.
Estes negros aos poucos conseguiram envelhecer e constituir mesmo de maneira precária uma união representativa da língua, culto aos Orixás e aos antepassados e tornaram-se um elemento de referência para os mais novos, refletindo os velhos costumes da Mãe África. Eles conseguiram preservar e até modificar, no sincretismo, sua cultura e sua religião.
Idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza.
Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece.
Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece.
O ato final da peça que encarnamos no vale de lágrimas que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rituais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intrínseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.
Formação da Falange dos Pretos-Velhos na Umbanda
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos-Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos-velhos são nossos Guias ou Protetores, mas no Candomblé, são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Usam branco ou preto e branco. Essas cores são usadas porque, sendo os Pretos-Velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
O dia em que a Umbanda homenageia os Pretos-Velhos é 13 de maio, que é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos).
O Nomes dos Pretos-Velhos
Há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto-Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade das Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitiam a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a seita. A segunda vez, na pia batismal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome dado pelo seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Ex.: Antônio da Coroa Grande), ou então da região africana de onde vieram (Ex.: Joaquim D'Angola).
O termo "Velho", "Vovô" e "Vovó" é para sinalizar sua experiência, pois quando pensamos em alguém mais velho, como um vovô ou uma vovó subentendemos que essa pessoa já tenha vivido mais tempo, adquirindo assim sabedoria, paciência, compreensão. É baseado nesses fatores que as pessoas mais velhas aconselham.
No mundo espiritual é bastante semelhante, a grande característica dessa linha é o conselho. É devido a esse fator que carinhosamente dizemos que são os "Psicólogos da Umbanda".
Eis aqui, como exemplo, o nome de alguns Pretos-Velhos:
Pai Cambinda (ou Cambina), Pai Roberto, Pai Cipriano, Pai João ,Pai Congo, Pai José D'Angola, Pai Benguela, Pai Jerônimo, Pai Francisco, Pai Guiné, Pai Joaquim, Pai Antônio, Pai Serafim, Pai Firmino D'Angola, Pai Serapião, Pai Fabrício das Almas, Pai Benedito, Pai Julião, Pai Jobim, Pai Jobá, Pai Jacó, Pai Caetano, Pai Tomaz, Pai Tomé, Pai Malaquias, Pai Dindó, Vovó Maria Conga, Vovó Manuela, Vovó Chica, Vovó Cambinda (ou Cambina), Vovó Ana, Vovó Maria Redonda, Vovó Catarina, Vovó Luiza, Vovó Rita, Vovó Gabriela, Vovó Quitéria, Vovó Mariana, Vovó Maria da Serra, Vovó Maria de Minas, Vovó Rosa da Bahia, Vovó Maria do Rosário, Vovó Benedita.
Obs: Normalmente os Pretos-Velhos tratados por Vovô ou Vovó são mais “velhos” do que aqueles tratados por Pai, Mãe, Tio ou Tia).
Atribuições
Eles representam a humildade, força de vontade, a resignação, a sabedoria, o amor e a caridade. São um ponto de referência para todos aqueles que necessitam: curam, ensinam, educam pessoas e espíritos sem luz. Não têm raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas a que foram submetidos no passado.
Com seus cachimbos, fala pausada, tranqüilidade nos gestos, eles escutam e ajudam àqueles que necessitam, independentes de sua cor, idade, sexo e de religião. São extremamente pacientes com os seus filhos e, como poucos, sabem incutir-lhes os conceitos de karma e ensinar-lhes resignação
Não se pode dizer que em sua totalidade esses espíritos são diretamente os mesmos Pretos-Velhos da escravidão. Pois, no processo cíclico da reencarnação passaram por muitas vidas anteriores foram: negros escravos, filósofos, médicos, ricos, pobres, iluminados, e outros. Mas, para ajudar aqueles que necessitam escolheram ou foram escolhidos para voltar a terra em forma incorporada de Preto-Velho. Outros, nem negros foram, mas escolheram como missão voltar nessa pseudo-forma.
Outros foram até mesmo Exus, que evoluíram e tomaram as formas de um Pretos-Velhos.
Este comentário pode deixar algumas pessoas, do culto e fora dele, meio confusas: "então o Preto-Velho não é um Preto-Velho, ou é, ou o que acontece???".
Esses espíritos assumem esta forma com o objetivo de manter uma perfeita comunicação com aqueles que os vão procurar em busca de ajuda.
O espírito que evoluiu tem a capacidade de assumir qualquer forma, pois ele é energia viva e conduzente de luz, a forma é apenas uma conseqüência do que eles tenham que fazer na terra. Esses espíritos podem se apresentar, por exemplo, em lugares como um médico e em outros como um Preto-Velho ou até mesmo um caboclo ou exu. Tudo isso vai de acordo com o seu trabalho, sua missão. Não é uma forma de enganar ou má fé com relação àqueles que acreditam, muito pelo contrário, quando se conversa sinceramente, eles mesmos nos dizem quem são, caso tenham autorização.
Por isso, se você for falar com um Preto-Velho, tenha humildade e saiba escutar, não queira milagres ou que ele resolva seus problemas, como em um passe de mágica, entenda que qualquer solução tem o princípio dentro de você mesmo, tenha fé, acredite em você, tenha amor a Deus e a você mesmo.
Para muitos os Pretos-Velhos são conselheiros mostrando a vida e seus caminhos; para outros, são pisicólogos, amigos, confidentes, mentores espirituais; para outros, são os exorcistas que lutam com suas mirongas, banhos de ervas, pontos de fogo, pontos riscados e outros, apoiados pelos exus desfazendo trabalhos. Também combatem as forças negativas (o mal), espíritos obssessores e kiumbas.
A Mensagem dos Pretos-Velhos
A figura do Preto-Velho é um símbolo magnífico. Ela representa o espírito de humildade, de serenidade e de paciência que devemos ter sempre em mente para que possamos evoluir espiritualmente.
Certa vez, em um centro do interior de Minas, uma senhora consultando-se com um Preto-Velho comentou que ficava muito triste ao ver no terreiro pessoas unicamente interessadas em resolver seus problemas particulares de cunho material, usando os trabalhos de Umbanda sem pensar no próximo e, só retornavam ao terreiro, quando estavam com outros problemas. O Preto-Velho deu uma baforada com seu cachimbo e respondeu tranquilamente: "Sabe filha, essas pessoas preocupadas consigo próprias, são escravas do egoísmo. Procuramos ajudá-las, resolvendo seus problemas; mas, aquelas que podem ser aproveitadas, depois de algum tempo, sem que percebam, estarão vestidas de roupa branca, descalças, fazendo parte do terreiro. Muitas pessoas vem aqui buscar lã e saem tosqueadas; acabam nos ajudando nos trabalhos de caridade".
Essa é a sabedoria dos Pretos-Velhos...
Os Pretos-Velhos levam a força de Deus (Zambi) a todos que queiram aprender e encontrar uma fé. Sem ver a quem, sem julgar, ou colocando pecados. Mostrando que o amor a Deus, o respeito ao próximo e a si mesmo, o amor próprio, a força de vontade e encarar o ciclo da reencarnação podem aliviar os sofrimentos do karma e elevar o espírito para a luz divina. Fazendo com que as pessoas entendam e encarem seus problemas e procurem suas soluções da melhor maneira possível dentro da lei do dharma e da causa e efeito.
Eles aliviam o fardo espiritual de cada pessoa fazendo com que ela se fortaleça espiritualmente. Se a pessoa se fortalece e cresce consegue carregar mais comodamente o peso de seus sofrimentos. Ao passo que se ela se entrega ao sofrimento e ao desespero enfraquece e sucumbe por terra pelo peso que carrega. Então cada um pode fazer com que seu sofrimento diminua ou aumente de acordo como encare seu destino e os acontecimentos de sua vida:
"Cada um colherá aquilo que plantou. Se tu plantaste vento colherás tempestade. Mas, se tu entenderes que com luta o sofrimento pode tornar-se alegria vereis que deveis tomar consciência do que foste teu passado aprendendo com teus erros e visando o crescimento e a felicidade do futuro. Não sejais egoísta, aquilo que te fores ensinado passai aos outros e aquilo que recebeste de graça, de graça tu darás. Porque só no amor, na caridade e na fé é que tu podeis encontrar o teu caminho interior, a luz e DEUS" (Pai Cipriano).
Características:
Linha e Irradiação
Todos os Pretos-Velhos vem na linha de Obaluaiê, mas cada um vem na irradiação de um Orixá diferente.
Fios de Contas (Guias)
Muitos dos Pretos-Velhos Gostam de Guias com Contas de Rosário de Nossa Senhora, alguns misturam favas e colocam Cruzes ou Figas feitas de Guiné ou Arruda.
Roupas
Preta e branca; carijó (xadrez preto e branco). As Pretas-Velhas às vezes usam lenços na cabeça e/ou batas; e os Pretos-Velhos às vezes usam chapéu de palha.
Bebida
Café preto, vinho tinto, vinho moscatel, cachaça com mel (às vezes misturam ervas, sal, alho e outros elementos na bebida).
Dia da semana: Segunda-feira
Chakra atuante: básico ou sacro
Planeta regente: Saturno
Cor representativa: preto e branco;
Saudação: Cacurucaia (Deve sempre ser respondida com “Adorei as Almas”)
Fumo: cachimbos ou cigarros de palha.
Obs: Os Pretos-Velhos às vezes usam bengalas ou cajados.
Cozinha Ritualística
Tutu de feijão preto
Mingau das almas
É um mingau feito de maizena e leite de vaca (às vezes com leite de coco), sem açúcar ou sal, colocado em tigela de louça branca. É comum colocar-se uma cruz feita de fitas pretas sobre esse mingau, antes de entregá-lo na natureza.
Bolinhos de tapioca
Os bolinhos de tapioca são feitos colocando-se a tapioca de molho em água quente (ou leite de coco, se preferir), de modo a inchar. Quando inchado, enrole os bolinhos em forma de croquete e passe-os em farinha de mesa crua. Asse na grelha.
Colocar os bolinhos em prato de louça branca podendo acrescentar arruda, rapadura, fumo de rolo, etc.
Obs: Nas sessões festivas de Pretos-Velhos, é usual servir a tradicional feijoada completa, feita de feijão preto, miúdos e carne salgada de boi, acompanhada de couve à mineira e farofa.
Formas Incorporativas E Especialidade Dos Pretos-Velhos:
Sua forma de incorporação é compacta, sem dançar ou pular muito. A vibração começa com um "peso" nas costas e uma inclinação de tronco para frente, e os pés fixados no chão. Se locomovem apenas quando incorporam para as saudações necessárias (atabaque, gongá, etc...) e depois sentam e praticam sua caridade (Podemos encontrar alguns que se mantém em pé).
É possível ver Pretos-Velhos dançando, mais esse dançando é sutíl, e apenas com movimentos dos ombros quando sentados.
Essa simplicidade se expande, tanto na sua maneira de ser e de falar. Usam vocabulário simples, sem palavras rebuscadas.
A linha é um todo, com suas características gerais, ditas acima, mas diferenças ocorrem porque os Pretos-Velhos são trabalhadores de orixás e trazem para sua forma de trabalho a essência da irradiação do Orixá para quem eles trabalham.
Essas diferenças são evidenciadas na incorporação e também na maneira de trabalhar e especialidade deles. Para exemplificar, separaremos abaixo por Orixás:
Pretos-Velhos De Ogum
São mais rápidos na sua forma incorporativa e sem muita paciência com o médium e as vezes com outras pessoas que estão cambonando e até consulentes.
São diretos na sua maneira de falar, não enfeitam muito suas mensagens, as vezes parece que estão brigando, para dar mesmo o efeito de "choque", mais são no fundo extremamente bondosos tanto para com seu médium e para as outras pessoas.
São especialistas em consultas encorajadoras, ou seja, encorajando e dando segurança para aqueles indecisos e "medrosos". É fácil pensar nessa característica pois Ogum é um Orixá considerado corajoso.
Pretos-Velhos De Oxum
São mais lentos na forma de incorporar e até falar. Passam para o médium uma serenidade inconfundível.
Não são tão diretos para falar, enfeitam o máximo a conversa para que uma verdade dolorosa possa ser escutada de forma mais amena, pois a finalidade não é "chocar" e sim, fazer com que a pessoa reflita sobre o assunto que está sendo falado.
São especialistas em reflexão, nunca se sai de uma consulta de um Preto-Velho de Oxum sem um minuto que seja de pensamento interior. As vezes é comum sair até mais confuso do que quando entrou, mas é necessário para a evolução daquela pessoa.
Pretos-Velhos De Xangô
Sua incorporação é rápida como as de Ogum.
Assim como os caboclos de Xangô, trabalham para causas de prosperidade sólida, bens como casa própria, processo na justiça e realizações profissionais.
Passam seriedade em cada palavra dita. Cobram bastante de seus médiuns e consulentes.
Pretos-Velhos De Iansã
São rápidos na sua forma de incorporar e falar. Assim como os de Ogum, não possuem também muita paciência para com as pessoas.
Essa rapidez é facilmente entendida, pela força da natureza que os rege, e é essa mesma força lhes permite uma grande variedade de assuntos com os quais ele trata, devido a diversidade que existe dentro desse único Orixá.
Geralmente suas consultas são de impacto, trazendo mudança rápida de pensamento para a pessoa. São especialistas também em ensinar diretrizes para alcançar objetivos, seja pessoal, profissional ou até espiritual.
Entretanto, é bom lembrar que sua maior função é o descarrego. É limpar o ambiente, o consulente e demais médiuns do terreiro, de eguns ou espíritos de parentes e amigos que já se foram, e que ainda não se conformaram com a partida permanecendo muito próximos dessas pessoas.
Pretos-Velhos De Oxossi
São os mais brincalhões, suas incorporações são alegres e um pouco rápidas.
Esses Pretos-Velhos geralmente falam com várias pessoas ao mesmo tempo.
Possuem uma especialidade: A de receitar remédios naturais, para o corpo e a alma, assim como emplastros, banhos e compressas, defumadores, chás, etc... São verdadeiros químicos em seus tocos. - Afinal não podiam ser diferentes, pois são alunos do maior "químico" - Oxossi.
Pretos-Velhos De Nanã
São raros, sua maneira de incorporação é de forma mais envelhecida ainda. Lenta e muito pesada. Enfatizando ainda mais a idade avançada.
Falam rígido, com seriedade profunda. Não brincam nas suas consultas e prezam sempre o respeito, tanto do médium quanto do consulente, e pessoas a volta como: cambonos e pessoas do terreiro em geral e principalmente do pai ou da mãe de santo.
Cobram muito do seu médium, não admitem roupas curtas ou transparentes. Seu julgamento é severo. Não admite injustiça.
Costumam se afastar dos médiuns que consideram de "moral fraca". Mais prezam demais a gratidão, de uma forma geral. Podem optar por ficar numa casa, se seu médium quiser sair, se julgar que a casa é boa, digna e honrada.
É difícil a relação com esses guias, principalmente quanto há discordância, ou seja, não são muito abertos a negociação no momento da consulta.
São especialistas em conselhos que formem moral, e entendimento do nosso karma, pois isso sem dúvida é a sua função.
Atuam também como os de Inhasã e Obaluaiê, conduzindo Eguns.
Pretos-Velhos De Obaluaiê
São simples em sua forma de incorporar e falar. Exigem muito de seus médiuns, tanto na postura quanto na moral.
Defendem quem é certo ou quem está certo, independente de quem seja, mesmo que para isso ganhem a antipatia dos outros.
Agarram-se a seus "filhos" com total dedicação e carinho, não deixando no entanto de cobrar e corrigir também. Pois entendem que a correção é uma forma de amar.
Devido a elevação e a antiguidade do Orixá para o qual eles trabalham, acabam transformando suas consultas em conselhos totalmente diferenciados dos demais Pretos-Velhos. Ou seja, se adaptam a qualquer assunto e falam deles exatamente com a precisão do momento.
Como trabalha para Obaluaiê, e este é o "dono das almas", esses Pretos-Velhos são geralmente chefes de linha e assim explica-se a facilidade para trabalhar para vários assuntos.
Sua "visão" é de longo alcance para diversos assuntos, tornando-os capazes de traçar projetos distantes e longos para seus consulentes. Tanto pessoal como profissional e até espiritual.
Assim exigem também fiel cumprimento de suas normas, para que seus projetos não saiam errado, para tanto, os filhos que os seguem, devem fazer passo a passo tudo que lhes for pedido, apenas confiando nesses Pretos-Velhos.
Gostam de contar histórias para enriquecer de conhecimento o médium e as pessoas a volta.
Pretos-Velhos De Yemanjá
São belos em suas incorporações, contudo mantendo uma enorme simplicidade. Sua fala é doce e meiga.
Sua especialidade maior é sem dúvida os conselhos sobre laços espirituais e familiares.
Gostam também de trabalhar para fertilidade de um modo geral, e especialmente para as mulheres que desejam engravidar.
Utilizando o movimento das ondas do mar, são excelentes para descarregos e passes.
Pretos-Velhos De Oxalá
São bastante lentos na forma de incorporar, tornam-se belos principalmente pela simplicidade contida em seus gestos.
Raramente dão consulta, sua maior especialidade é dirigir e instruir os demais Pretos-Velhos.
Cobram bastante de seus médiuns, principalmente no que diz respeito a prática de caridade, bom corpontamento moral dentro e fora do terreiro, ausência de vícios, humildade; enfim o cultivo das virtudes mais elevadas.
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13/05/2009
13/08/2008
Desapego
Pai João de AruandaSomos como as folhas de uma grande árvore.Quando o vento passa, nos leva para onde a força da vida indicar.
Todos são espíritos.
Todos são imortais.
Nós não temos cor, não temos raça nem bandeira que limite a nossa ação. Às vezes é preciso que o vento nos leve até determinado lugar para ai desempenharmos uma tarefa. A gente se esconde num corpo quente, num coração amoroso e então renasce vestido de carne, com roupa branca e preta, ou amarela; bonita ou feia. Quando chega a hora e o vento sopra novamente, partimos, deixamos a roupa usada e rumamos para onde a vida nos conduzir, para viver outra experiência.
Por isso é que devemos nos desapegar das coisas do mundo, mesmo daquelas que são boas. Estamos de passagem. Somos todos peregrinos, romeiros da vida.
Em nossa viagem pelo mundo só possuimos, na verdade, aquilo que doamos, que oferecemos à vida: o amor, as virtudes, o bom caráter. As outras coisas são muletas que usamos para ajudar na caminhada; assim que aprendemos a andar direito, com a cabeça erguida da vida, deixaremos tudo de lado para partir rumo a novo aprendizado.Ficará para trás tudo aquilo que nos prende ao chão, à retarguarda.
É preciso se desapegar do mundo. Usar as coisas que estão no mundo sem se submeter a elas. Essa, a verdadeira essência da sabedoria.
Somos todos imortais, espiritos, filho da vida, de Deus. Coisas passageiras não fazem parte do que é eterno, e o que é eterno não pode ficar preso àquilo que é passageiro.
Pense nisso, meu filho.
extraido do livro
Sabedoria de Preto Velho
Robson Pinheiro
30/04/2008
O doente é quem precisa de médico

Sabe camboninho, nega véia estava aqui matutando...enquanto esmagava esse manjericão cheiroso. No mundo dos mortos a gente ainda pensa e trabalha zi fio... e muito! eh..eh...eh...
Estivemos visitando alguns terreiros por essa Terra do Cruzeiro e observando alguns filhos de fé. Quanto trabalho bonito se faz, quanta caridade que transforma o mal em bem! Isso nos deixa felizes e com o coração cheio de luz.
Mas nega véia não pode deixar de dizer que muita vezes entristece quando percebe muita fala e pouca prática. Não que a fala não seja uma maneira de fazer o bem, mas na hora de aplicar para si mesmo, tem muito filho que enrosca a cola na cerca.
A Umbanda, essa menina nova que está debutando por agora, seja lá como é vista ou praticada, tem como objetivo "a caridade a quem dela precisa". É o remédio ao doente, é o alento ao sofredor, é água ao sedento. Mas tem filho que só aceita ajudar se o "doente" não for contagioso, se a ferida não estiver purulenta ou se ele estiver equilibrado o suficiente para não ocupar muito do seu tempo.
E nessas ocasiões zi fio, tantas vezes é Jesus batendo à porta e sendo mandado embora. E esse Jesus tanto pode vir vestido de mendigo, quanto pode vir de terno e gravata como ainda pode se apresentar de maneira a contrariar todos os nossos preceitos de "certo ou errado".
Quanta mediunidade carente de educação é descartada da tão preciosa ajuda por parte de uma casa de caridade, pelo orgulho de certos médiuns que não passam de doentes também, carecendo urgente tratamento.
Aquele que bate as portas de um hospital, só o faz procurando cura e ou trabalho. E quem está lá dentro como curador, não pode abster-se de acolher e medicar, mesmo que o recém chegado não o esteja agradando, seja pela aparência ou condição espiritual, emocional ou financeira.
Feliz daqueles que estão no lugar dos que ajudam e não dos necessitados!
Zi fio, nega véia tem visto muito casaco ser usado do lado avesso..eh.eh.eh. Muita coisa muda nessa vida de uma hora para outra e de repente o médico vira paciente e vice versa. Quem nos garante o dia de amanhã? Por isso meu menino, julgar é uma tarefa que devemos deixar para Àquele que vê tudo lá do Alto. Nossa visão é turva e
nossa capacidade de discernimento ainda é muito limitada.
Temos visto muito médium se negando a ajudar com medo de perder o posto...eh..eh...eh... O filhos deixam parecer que na Umbanda existem "cargos", o que não é a realidade, pois só o que tem sobrando mesmo, é trabalho.
Triste zi fio, deixar de acalentar, de dar suporte a quem precisa se educar, por temor que aquele pedinte possa ter olhos de ver e com isso, enxergar a sujeira escondida embaixo do tapete da casa.
Mas nega véia segue o rastro das estrelas. Já errou muito também e por isso compreende e tenta ajudar a clarear as idéias e o coração dos filhos da terra. Só falta ainda um tanto de humildade pois os filhos de umbanda já iniciam nas primeiras séries da escola do amor universal.
Saravá camboninho, nega véia precisa falar menos e trabalhar
mais...eh..eh..eh..
Vovó Benta
02/2008
27/10/2007
Para manifestar-se ....

.... perante nós e poder ajudar-nos, os seres multidimensionais, muitas vezes, disfarçam-se de "pretos velhos" e, assim, driblam o preconceito que ainda existe contra os extraterrestres
Há tanto tempo eles estão aqui que seria impossível relatar todos os acontecimentos em que nós, terráqueos, estivemos envolvidos com os "deuses que vinham do céu em carruagens de fogo".
Mas, obedecendo ao projeto linear de crescimento esboçado para o nosso planeta azul, os irmãos cósmicos permaneceram algum tempo em silêncio, aguardando os desígnios da Alta Hierarquia Espiritual que trata da evolução da humanidade na Terra.
Era preciso que passássemos um tempo sem contatos, sem ouvi-los, sem vê-los, para que pudéssemos aprender a ser responsáveis por nós mesmos. Evidentemente, os relacionamentos no nível espiritual permaneceram, mas, somente com aqueles que, em obediência ao Programa Planetário Terrestre, deveriam servir como sinalizadores de um novo tempo.
Após esse período, que poderiamos chamar de "tempo de obscuridade", eles recomeçaram a aparecer fisicamente, primeiro com suas naves. Os surgimentos tiveram início a partir de 1947/48 e intensificaram-se de uma maneira assombrosa a partir de 1990.
Logo após o ressurgimento ostensivo das naves interplanetárias, um médium muito conhecido de nosso país teve alguns contatos. Ele foi procurado por dirigentes de Centros Espíritas que tinham tido idêntica experiência. Estavam todos proeocupados com a quantidade de problemas para resolver, tanto com os vivos quanto com os mortos, e perguntavam-se como iriam assumir mais esse compromisso com os extraterrestres que desejavam comunicar sua existência às pessoas. Resolveram, então, dedicar-se primeiro aos sofredores encarnados e desencarnados e deixar para o futuro o assunto dos extraterrestres.
Assim, ao longo de muitos anos, médiuns de casas espíritas, tais como estações receptoras, recebiam o que eles acharam ser brincadeiras: comunicações de seres de outros planetas, muitas vezes de Marte ou Ganimedes, satélite de Vênus. Um dos primeiros autores espíritas a falar abertamente sobre o tema foi Hercílio Maes, através da entidade Ramatís, que descreveu em um livro a vida no planeta Marte e foi muito criticado por isso.
Desde então, com grande dificuldade, veio-se falando sobre a existência de vida inteligente em outros planetas. Uma notícia aqui, outra pequena acolá. Mas a ajuda dos seres não podia esperar, e eles imaginavam como poderiam se apresentar para o trabalho na Terra enquanto não aceitássemos a hipótese de sua existência; tinham de usar uma camuflagem.
Assim, os irmãos cósmicos iniciaram o comparecimento em centros espíritas ou umbandistas disfarçados de caboclos e pretos velhos. O disfarce era tão perfeito que, muitas vezes, os próprios videntes só conseguiam enxergá-los como essas entidades e não como seres multidimensionais que são. Eles tomaram essa atitude também por amor e respeito a nós que, como crianças, ficaríamos assustados com o aspecto seu natural, que é um pouco diverso do nosso. Hoje, existem até terreiros de candomblé trabalhando com seres de Órion que se apresentaram através de um médium e, depois, trouxeram outros companheiros orianos para ajudar.
Os seres multidimensionais estão apresentando-se cada vez mais para ajudar-nos e, muitas vezes, sem os disfarces que precisaram adotar no início. Centros de cura espiritual e física por todo o país contam com a participação deles em seus trabalhos. Como muitos desses nossos Irmãos Maiores estão desligados da energia da terceira dimensão, os canais (médiuns) pelos quais se manifestam precisam passar por um intenso processo de adaptação que, às vezes, causa pequenos desconfortos.
Muitos seriam os fatos para ilustrar o auxílio dos seres multidimensionais na evolução terrestre, mas escolhemos um testemunho, enviado à Vialuz por carta, para mostrar como ocorre essa colaboração. Os acontecimentos abaixo narrados são de1995 e tiveram lugar em São José dos Campos, em São Paulo. Para assegurar a privacidade dos envolvidos, os nomes citados são fictícios.
No dia 20/11/95, às 20:30 horas, eu estava num Centro Espírita de São José dos Campos, aonde fui para passar por um tratamento de apometria. Nesse trabalho, os casos são pesquisados em profundidade por um grupo de médiuns especialmente preparados no espiritismo científico religioso. Como tenho sensibilidade aguçada e vidência, testemunhei a participação de um ser extraterrestre no trabalho dos médiuns. Pude vê-lo, senti-lo e ouvi-lo. Vi quando foi estacionada uma nave pequena sobre a casa e o Ser entrou pela porta da frente, que estava entreaberta, atravessou-a a sala e sentou-se numa cadeira. Achei que fosse ilusão da minha mente, fiquei quieta e não comentei nada com ninguém. Quando chegou a minha vez de ser atendida, entrei na sala onde estavam os médiuns. Durante o tratamento, um deles falou: "estou vendo um ET ao lado dela". Percebi, então, que não havia tido nenhuma ilusão, que o Ser era real e que havia entrado na sala comigo. A médium que o viu equivocou-se, achando que ele estivesse me obsediando, e foi feito um trabalho de corte. O Ser saiu da sala. Enquanto os médiuns continuaram com meu tratamento, recebi uma mensagem telepática do ET, que havia voltado para onde estava, na outra sala. Foram essas as palavras dele: "Por favor, peça ao Dr. Ricardo e à sua equipe se podem me atender, eu ficarei aguardando até o término dos trabalhos, pois preciso falar com eles". Então, eu disse ao grupo que o ET não era obsessor e transmiti a mensagem. Fui embora sem saber o restante dos acontecimentos. No sábado seguinte, encontrei-me com o Dr. Ricardo e perguntei-lhe sobre a conversa com o ET. Dr. Ricardo me disse que, após ter atendido todos os pacientes, convidaram o Ser (que estava aguardando na sala, educadamente) a entrar. Então, iniciou-se a conversação. Ele deu seu nome e origem e disse pertencer à equipe do Dr. Arian e de Matias; informou que tinha autorização para estar ali e que gostaria de fazer parte do trabaho, se fosse permitido. Dr. Arian e Matias são também extraterrestres que já fazem parte da equipe de trabalho do Dr. Ricardo. São todos muito educados, têm fé em Deus, só trabalham para o bem e sempre em nome de Jesus. O Dr Ricardo me disse que, após anos de trabalho e pesquisas, sua equipe teve contato com os extraterrestres. Mas o fato que presenciei foi a primeira vez em que um Ser apresentava-se pessoalmente para participar da equipe. Doutor Ricardo pediu-me para não comentar isso com as pessoas, pois nem todos estão preparados para aceitar o fato e eu poderia ser taxada de louca ou fanática.
Pedimos ao nosso amigo Seti-Zan, do Sistema de Alfa Centauro, que completasse o assunto elucidando a seguinte dúvida: como se explica o fato de um mesmo ser multidimensional ser percebido simultaneamente como preto velho por um vidente e como extraterrestre por outro?
Seti-Zan - Quando falamos em visão mental para denominar a vista do mundo supra-físico ou sutil, falamos tudo. Existem em seu planeta seres da terceira e quarta dimensões, mas vocês só percebem, com sua pobre visão física, os seres de terceira dimensão. O que determina os diversos graus de visão mental são as graduações da mente espiritual de cada pessoa. O nível espiritual faz muita diferença na potencialidade da visão mental.
Por isso, algumas mentes só percebem seres de nível elemental e outras, mais acuradas, captam níveis vibracionais mais finos e assim têm visão dos seres cósmicos. Há médiuns que atuam somente com as forças básicas primárias e com os elementais; outros que trabalham com seres das camadas medianas e camadas superiores da quarta dimensão; outros, ainda, conseguem contatos com os seres cósmicos de quinta para sétima dimensões. Da oitava em diante, já é mais difícil, mas todos estão atuando em seu planeta - apenas a possibilidade de captação do ser humano ainda é muito variável.
Vocês conseguem compreender? Precisam talvez de uma analogia. Dependendo da dimensão - e, como sabem, em cada dimensão existem muitos níveis vibracionais -, você têm átomos de pesos diferentes. Mais alta a dimensão, mais leves os átomos, maior a distância entre eles. É apenas uma questão de nível de registro sensório, como uma câmera de raio infravermelho no escuro. Seus olhos físicos nada registram, porém, se usarem um binóculo de raios infravermelhos, verão aquilo que parece inexistente para sua visão física. Seria como se cada pessoa tivesse um binóculo infravermelho mais sensível ou menos sensível.
Autor: sem
Canal: Ana Elisa Carvalhaes
Data: 20/11/2006 - 20:57:42
Há tanto tempo eles estão aqui que seria impossível relatar todos os acontecimentos em que nós, terráqueos, estivemos envolvidos com os "deuses que vinham do céu em carruagens de fogo".
Mas, obedecendo ao projeto linear de crescimento esboçado para o nosso planeta azul, os irmãos cósmicos permaneceram algum tempo em silêncio, aguardando os desígnios da Alta Hierarquia Espiritual que trata da evolução da humanidade na Terra.
Era preciso que passássemos um tempo sem contatos, sem ouvi-los, sem vê-los, para que pudéssemos aprender a ser responsáveis por nós mesmos. Evidentemente, os relacionamentos no nível espiritual permaneceram, mas, somente com aqueles que, em obediência ao Programa Planetário Terrestre, deveriam servir como sinalizadores de um novo tempo.
Após esse período, que poderiamos chamar de "tempo de obscuridade", eles recomeçaram a aparecer fisicamente, primeiro com suas naves. Os surgimentos tiveram início a partir de 1947/48 e intensificaram-se de uma maneira assombrosa a partir de 1990.
Logo após o ressurgimento ostensivo das naves interplanetárias, um médium muito conhecido de nosso país teve alguns contatos. Ele foi procurado por dirigentes de Centros Espíritas que tinham tido idêntica experiência. Estavam todos proeocupados com a quantidade de problemas para resolver, tanto com os vivos quanto com os mortos, e perguntavam-se como iriam assumir mais esse compromisso com os extraterrestres que desejavam comunicar sua existência às pessoas. Resolveram, então, dedicar-se primeiro aos sofredores encarnados e desencarnados e deixar para o futuro o assunto dos extraterrestres.
Assim, ao longo de muitos anos, médiuns de casas espíritas, tais como estações receptoras, recebiam o que eles acharam ser brincadeiras: comunicações de seres de outros planetas, muitas vezes de Marte ou Ganimedes, satélite de Vênus. Um dos primeiros autores espíritas a falar abertamente sobre o tema foi Hercílio Maes, através da entidade Ramatís, que descreveu em um livro a vida no planeta Marte e foi muito criticado por isso.
Desde então, com grande dificuldade, veio-se falando sobre a existência de vida inteligente em outros planetas. Uma notícia aqui, outra pequena acolá. Mas a ajuda dos seres não podia esperar, e eles imaginavam como poderiam se apresentar para o trabalho na Terra enquanto não aceitássemos a hipótese de sua existência; tinham de usar uma camuflagem.
Assim, os irmãos cósmicos iniciaram o comparecimento em centros espíritas ou umbandistas disfarçados de caboclos e pretos velhos. O disfarce era tão perfeito que, muitas vezes, os próprios videntes só conseguiam enxergá-los como essas entidades e não como seres multidimensionais que são. Eles tomaram essa atitude também por amor e respeito a nós que, como crianças, ficaríamos assustados com o aspecto seu natural, que é um pouco diverso do nosso. Hoje, existem até terreiros de candomblé trabalhando com seres de Órion que se apresentaram através de um médium e, depois, trouxeram outros companheiros orianos para ajudar.
Os seres multidimensionais estão apresentando-se cada vez mais para ajudar-nos e, muitas vezes, sem os disfarces que precisaram adotar no início. Centros de cura espiritual e física por todo o país contam com a participação deles em seus trabalhos. Como muitos desses nossos Irmãos Maiores estão desligados da energia da terceira dimensão, os canais (médiuns) pelos quais se manifestam precisam passar por um intenso processo de adaptação que, às vezes, causa pequenos desconfortos.
Muitos seriam os fatos para ilustrar o auxílio dos seres multidimensionais na evolução terrestre, mas escolhemos um testemunho, enviado à Vialuz por carta, para mostrar como ocorre essa colaboração. Os acontecimentos abaixo narrados são de1995 e tiveram lugar em São José dos Campos, em São Paulo. Para assegurar a privacidade dos envolvidos, os nomes citados são fictícios.
No dia 20/11/95, às 20:30 horas, eu estava num Centro Espírita de São José dos Campos, aonde fui para passar por um tratamento de apometria. Nesse trabalho, os casos são pesquisados em profundidade por um grupo de médiuns especialmente preparados no espiritismo científico religioso. Como tenho sensibilidade aguçada e vidência, testemunhei a participação de um ser extraterrestre no trabalho dos médiuns. Pude vê-lo, senti-lo e ouvi-lo. Vi quando foi estacionada uma nave pequena sobre a casa e o Ser entrou pela porta da frente, que estava entreaberta, atravessou-a a sala e sentou-se numa cadeira. Achei que fosse ilusão da minha mente, fiquei quieta e não comentei nada com ninguém. Quando chegou a minha vez de ser atendida, entrei na sala onde estavam os médiuns. Durante o tratamento, um deles falou: "estou vendo um ET ao lado dela". Percebi, então, que não havia tido nenhuma ilusão, que o Ser era real e que havia entrado na sala comigo. A médium que o viu equivocou-se, achando que ele estivesse me obsediando, e foi feito um trabalho de corte. O Ser saiu da sala. Enquanto os médiuns continuaram com meu tratamento, recebi uma mensagem telepática do ET, que havia voltado para onde estava, na outra sala. Foram essas as palavras dele: "Por favor, peça ao Dr. Ricardo e à sua equipe se podem me atender, eu ficarei aguardando até o término dos trabalhos, pois preciso falar com eles". Então, eu disse ao grupo que o ET não era obsessor e transmiti a mensagem. Fui embora sem saber o restante dos acontecimentos. No sábado seguinte, encontrei-me com o Dr. Ricardo e perguntei-lhe sobre a conversa com o ET. Dr. Ricardo me disse que, após ter atendido todos os pacientes, convidaram o Ser (que estava aguardando na sala, educadamente) a entrar. Então, iniciou-se a conversação. Ele deu seu nome e origem e disse pertencer à equipe do Dr. Arian e de Matias; informou que tinha autorização para estar ali e que gostaria de fazer parte do trabaho, se fosse permitido. Dr. Arian e Matias são também extraterrestres que já fazem parte da equipe de trabalho do Dr. Ricardo. São todos muito educados, têm fé em Deus, só trabalham para o bem e sempre em nome de Jesus. O Dr Ricardo me disse que, após anos de trabalho e pesquisas, sua equipe teve contato com os extraterrestres. Mas o fato que presenciei foi a primeira vez em que um Ser apresentava-se pessoalmente para participar da equipe. Doutor Ricardo pediu-me para não comentar isso com as pessoas, pois nem todos estão preparados para aceitar o fato e eu poderia ser taxada de louca ou fanática.
Pedimos ao nosso amigo Seti-Zan, do Sistema de Alfa Centauro, que completasse o assunto elucidando a seguinte dúvida: como se explica o fato de um mesmo ser multidimensional ser percebido simultaneamente como preto velho por um vidente e como extraterrestre por outro?
Seti-Zan - Quando falamos em visão mental para denominar a vista do mundo supra-físico ou sutil, falamos tudo. Existem em seu planeta seres da terceira e quarta dimensões, mas vocês só percebem, com sua pobre visão física, os seres de terceira dimensão. O que determina os diversos graus de visão mental são as graduações da mente espiritual de cada pessoa. O nível espiritual faz muita diferença na potencialidade da visão mental.
Por isso, algumas mentes só percebem seres de nível elemental e outras, mais acuradas, captam níveis vibracionais mais finos e assim têm visão dos seres cósmicos. Há médiuns que atuam somente com as forças básicas primárias e com os elementais; outros que trabalham com seres das camadas medianas e camadas superiores da quarta dimensão; outros, ainda, conseguem contatos com os seres cósmicos de quinta para sétima dimensões. Da oitava em diante, já é mais difícil, mas todos estão atuando em seu planeta - apenas a possibilidade de captação do ser humano ainda é muito variável.
Vocês conseguem compreender? Precisam talvez de uma analogia. Dependendo da dimensão - e, como sabem, em cada dimensão existem muitos níveis vibracionais -, você têm átomos de pesos diferentes. Mais alta a dimensão, mais leves os átomos, maior a distância entre eles. É apenas uma questão de nível de registro sensório, como uma câmera de raio infravermelho no escuro. Seus olhos físicos nada registram, porém, se usarem um binóculo de raios infravermelhos, verão aquilo que parece inexistente para sua visão física. Seria como se cada pessoa tivesse um binóculo infravermelho mais sensível ou menos sensível.
Autor: sem
Canal: Ana Elisa Carvalhaes
Data: 20/11/2006 - 20:57:42
14/03/2007
As sete Lágrimas de um Preto Velho

E fui visitando Cabanas e Tendas, onde multidões desfilavam, mas, surpreso ficava, com aquela "visão" que em cada uma eu "via"; invariavelmente, num canto, pitando, um triste Pai-preto chorava .
De seus "olhos" molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pela face e não sei porque, contei-as... foram sete. Na incontida vontade de saber; aproximei-me e interroguei-o: fala Pai-preto, diz a teu filho, por que externas assim uma tão visível dor?
E Ele, suave, respondeu: estás vendo essa multidão que entra e sai? As lágrimas contadas distribuídas estão a cada uma delas.
A primeira eu a dei a esses indiferentes que aqui vêm em busca de distração, na curiosidade de ver, bisbilhotar, para saírem ironizando daquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber...
Outra, a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um "milagre" que os façam "alcançar" aquilo que seus próprios merecimentos negam. E mais outra foi para esses que crêem, porém, numa crença cega, escrava de seus interesses estreitos. São os que vivem eternamente tratando de "casos" nascentes uns após outros...
E outra mais que distribuí aos maus, àqueles que somente procuram a Umbanda em busca de vingança, desejam sempre prejudicar a um seu semelhante - eles pensam que nós, os Guias, somos veículos de suas mazelas, paixões , e temos obrigação de fazer o que pedem... pobres almas, que das brumas ainda não saíram.
Assim, vai lembrando bem, a quinta lágrima foi diretamente aos frios e calculistas - não crêem, nem descrêem: sabem que existe uma força e procuram se beneficiar dela de qualquer forma . Cuida-se deles, não conhecem a palavra gratidão, negarão amanhã até que conheceram uma casa da Umbanda...
Chegam suaves, têm o riso e a elogio à flor dos lábios, são fáceis, muito fáceis; mas se olhares bem seus semblantes, verás escrito em letras claras : creio na tua Umbanda, nos teus Caboclos e no teu Zambi, mas somente se vencerem o "meu caso", ou me curarem "disso ou daquilo"...
A sexta lágrima eu a dei aos fúteis que andam de Tenda, em Tenda, não acreditam em nada, buscam apenas aconchegos e conchavos; seus olhos revelam um interesse diferente, sei bem o que eles buscam .
E a sétima, filho, notaste como foi grande e como deslizou pesada. Foi a ÚLTIMA LÁGRIMA, aquela que "vive" nos "olhos" de todos os "pretos-velhos" ; fiz doação dessa, aos vaidosos, cheios de empáfia, para que lavem suas máscaras e todos possam vê-los como realmente são...
"Cegos, guias de cegos" andam se exibindo com a Banda, tal e qual mariposas em torno da luz; essa mesma LUZ que eles não conseguem VER, porque só visam à exteriorização de seus próprios "egos"...
"Olhai-os" bem, vede como suas fisionomias são turvas e desconfiadas ; observai-os quando falam "doutrinando"; suas vozes são ocas, dizem tudo de "cor e salteado", numa linguagem sem calor, cantando loas aos nossos Guias e Protetores, em conselhos e conceitos de caridade, essa mesma caridade , que não fazem, aferrados ao conforto da matéria e gula do vil metal. Eles não têm convicção.
Assim, filho meu, foi para esses todos que viste cair, uma a uma AS SETE LÁGRIMAS DO PAI-PRETO!
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